segunda-feira, 14 de junho de 2010

A INCLUSÃO AGRADECE



O Uni-Signal ou Universal Sign Light é um projecto de designers sul-coreanos que visa proporcionar uma leitura mais segura dos semáforos de trânsito para portadores de qualquer tipo de deficiência visual, nomeadamente, daltonismo ou acromatopsia. O projecto é simples: modificar os formatos de cada uma das luzes para identificar mais facilmente a função de cada uma delas.


No projecto, a luz vermelha teria a forma de triângulo, a amarela, continuaria redonda e a verde, de passagem livre, seria quadrada.

(sintetizado  de http://www.deficientesemacao.com)

domingo, 13 de junho de 2010

PARABÉNS, ÁFRICA! ORGANIZASTE O CAMPEONATO DO MUNDO MAIS INCLUSIVO DA HISTÓRIA.

Pela primeira vez na sua história, o Mundial de Futebol deste ano está acessível a espectadores portadores de Deficiência Visual e Auditiva, que beneficiam de assistência especial nos Estádios e de transmissões dos jogos adaptadas às suas necessidades.
Pensando nos espectadores portadores de deficiência visual, dos 10 estádios preparados para receber as partidas da Copa do Mundo, seis têm, cada um, quinze lugares reservados, exclusivamente, a deficientes visuais, que podem beneficiar da ajuda de seis voluntários; dezanove, dos 64 jogos que serão disputados no Mundial de 2010, oferecem transmissão directa de áudio para fones de ouvido fornecidos pela FIFA.
Já para os deficientes auditivos, todos os 64 jogos terão transmissões comentadas em linguagem gestual através do site da FIFA, numa iniciativa realizada em parceria com associações de portadores de deficiência auditiva da África do Sul. Calcula-se que, assim, 70 milhões de deficientes auditivos em todo o mundo beneficiarão com esta iniciativa.
De acordo com Joseph Blatter, dirigente máximo da FIFA, a adaptação de estádios e transmissões é mais um passo para a popularização total do futebol. "O futebol é um desporto universal e tem de estar acessível a todos". (notícia recolhida no www.estadao.com.br)

ERA ASSIM NO ENSINO TRADICIONAL!

 A avaliação do ensino tradicional decorre e insere-se no que foi dito, na medida em que repousa num mecanismo extremamente simples: compete ao aluno reproduzir o que o professor lhe ensinou. Será bom ou mau aluno consoante o seu desempenho nessa tarefa de "devolução" do que "é" do professor. Por sua vez, o professor só poderá ser considerado um bom professor se obtiver uma boa "devolução" dos seus alunos. Os dois - aluno e professor - estão presos numa mesma armadilha, que tem um pólo no "ensino" e outro na "aprendizagem", portanto, na memorização do que foi ensinado.

Albano Estrela (www.educare.pt)

sábado, 12 de junho de 2010

I - DIA MUNDIAL DO COMBATE AO TRABALHO INFANTIL




 Assinala-se hoje, 12 de Junho, o Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil, em protesto contra a injustiça em que se encontram muitas crianças, que trabalham longas jornadas, em condições perigosas e que, frequentemente, põem em risco a própria vida.
 
Este Dia Mundial ocorre um mês depois que mais de 450 delegados, provenientes de 80 países, se reuniram em Conferência (Haia), convocada pelos Países Baixos, para aprovar um roteiro que permita avanços mais rápidos com o objectivo de eliminar as piores formas de trabalho infantil até 2016.

II - DIA MUNDIAL DO COMBATE AO TRABALHO INFANTIL


Trabalho infantil é toda a forma de trabalho exercido por crianças e adolescentes, abaixo da idade mínima legal permitida, conforme a legislação de cada país.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

UM CARRINHO DE SUPERMERCADO COM GPS

Destinado também  a orientar as pessoas portadoras de problemas visuais, um carrinho de supermercado deste género parece ser uma excelente ideia que favorece a inclusão e facilita a vida de todos.
Esta ideia - embora não completamente original e já objecto de desenvolvimento - foi apresentada na iniciativa de empreendedorismo da Associação Empresarial de Santarém (NERSANT).

(Síntese de notícia publicada pelo MIRANTE, Semanário Regional)

quinta-feira, 10 de junho de 2010

10 de JUNHO de 2010 - APÓS MAIS 37 CONDECORAÇÕES, O QUE OS ASSUSTA?!




NESTE DIA DE CAMÕES, OUÇAMOS OUTRO POETA!

SÍSIFO
Recomeça...
Se puderes,
Sem angústia e sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro,
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.

E, nunca saciado,
Vai colhendo
Ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar
E vendo,
Acordado,
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças.

(Diário, Publicações Dom Quixote)

segunda-feira, 7 de junho de 2010

ONDE É QUE EU JÁ OUVI ISTO?

Pretendendo formar professores mais bem preparados bem como tornar a carreira mais atraente e valorizada, o Ministério da Educação decidiu criar uma avaliação que, mesmo antes de ser definida, tem gerado inúmeras polémicas entre sindicatos e especialistas.
Trata-se do Exame Nacional de Ingresso na Carreira Docente que nasce com a intenção de melhorar a selecção de futuros professores e funcionará como um teste de proficiência.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

MAS NÃO ESQUEÇAMOS A INTERVENÇÃO COMPORTAMENTAL!

Pesquisas recentes procuram desenvolver novos medicamentos, tendo em vista minimizar as dificuldades sociais que afectam a vida das pessoas portadoras de Autismo e substituir os medicamentos conhecidos que actuam na redução da agressividade e da ansiedade, mas que não atacam as causas do problema.
Há entusiasmo entre os investigadores que acreditam que estes novos medicamentos podem facilitar a aprendizagem, a linguagem e a interacção social. No entanto, Uta Frith - Psicóloga da University College London -  lembra que este tipo de abordagem química no tratamento do Autismo é algo de novo, mas, simultaneamente, prometedor, pois actua sobre as causas da doença. Sem enveredar por expectativas demasiadamente altas, esta investigadora aconselha: "Aguardemos pelos novos medicamentos, mas, até lá, a INTERVENÇÃO COMPORTAMENTAL é uma boa alternativa".

(Condensado da Revista New Scientist)

quarta-feira, 2 de junho de 2010

DIA INTERNACIONAL DAS CRIANÇAS VÍTIMAS INOCENTES DE AGRESSÂO

Na próxima sexta-feira, 4 de Junho, comemora-se o Dia Internacional das Crianças Vítimas Inocentes de Agressão. A 19 de Agosto de 1982, na sua sessão extraordinária de emergência sobre a questão da Palestina, "consternada perante o grande número de crianças palestinianas e libanesas que foram vítimas inocentes dos actos de agressão de Israel", a Assembleia Geral das Nações Unidas decidiu comemorar a 4 de Junho, todos os anos, o Dia Internacional das Crianças Vítimas Inocentes de Agressão.

ISRAEL JÁ PREPARA AS COMEMORAÇÕES

 O assalto à "Frota da Liberdade", que procurava furar o bloqueio à Faixa de Gaza imposto por Israel, deteriorou as já frágeis relações do Estado sionista com a Turquia e o receio pela segurança das famílias dos seus diplomatas naquele país levou à ordem de retirada e regresso a Israel. Começaram entretanto, esta quarta-feira, as deportações dos activistas pró-palestinianos detidos na operação.

NESTE ASPECTO, NÃO VAMOS SER DIFERENTES! - PARTE I

Governo vai fechar Escolas

Ontem, terça-feira, o Governo aprovou, em Conselho de Ministros, uma resolução que determina o encerramento de escolas com menos de 21 alunos. A maioria, no entanto, deve situar-se no Norte e Interior do país.
O processo - explicou aos jornalistas, no Ministério da Educação, João Trocado da Mata - será similar ao que na anterior legislatura levou ao encerramento de 2500 escolas: depois de sinalizadas, o fecho será acordado por um “trabalho de proximidade” entre as direcções regionais de educação e as autarquias.
“Os alunos só serão deslocados para melhores condições”, garantiu.

NESTE ASPECTO, NÃO VAMOS SER DIFERENTES! - PARTE II


Secundárias vão gerir Agrupamentos
Dentro de quatro anos vai ser possível um aluno entrar no pré-escolar e seguir no mesmo agrupamento escolar até ao final do 12.º ano. A medida faz parte de uma resolução aprovada ontem em Conselho de Ministros para "prevenir o abandono escolar", justificou o secretário de Estado da Educação aos jornalistas.
João Mata avançou que a medida tem que ver com o alargamento do ensino obrigatório. Todos os agrupamentos que agora são integrados por escolas básicas do 1.º, 2.º e 3.º ciclos vão passar a ter também uma escola secundária. No entanto, estes agrupamentos só poderão ter no máximo três mil alunos.
Retirado do DN

segunda-feira, 31 de maio de 2010

DIA MUNDIAL DA CRIANÇA I - QUEM ABRE ALI UMA PORTA?

DIA MUNDIAL DA CRIANÇA II - QUEM QUER SER COVEIRO?

QUE O DIA MUNDIAL DA CRIANÇA NÃO SE ESGOTE AMANHÃ!


OS DIREITOS DAS CRIANÇAS

Em 20 de Novembro de 1989, as Nações Unidas adoptaram por unanimidade a Convenção sobre os Direitos da Criança (CDC), documento que enuncia um amplo conjunto de direitos fundamentais – os direitos civis e políticos, e também os direitos económicos, sociais e culturais – de todas as crianças, bem como as respectivas disposições para que sejam aplicados.·
A CDC não é apenas uma declaração de princípios gerais; quando ratificada, representa um vínculo jurídico para os Estados que a ela aderem, os quais devem adequar as normas de Direito interno às da Convenção, para a promoção e protecção eficaz dos direitos e Liberdades nela consagrados.

Este tratado internacional é um importante instrumento legal devido ao seu carácter universal e também pelo facto de ter sido ratificado pela quase totalidade dos Estados do mundo (192). Apenas dois países, os Estados Unidos da América e a Somália, ainda não ratificaram a Convenção sobre os Direitos da Criança.

Portugal ratificou a Convenção em 21 de Setembro de 1990.

A Convenção assenta em quatro pilares fundamentais que estão relacionados com todos os outros direitos das crianças:

• a não discriminação, que significa que todas as crianças têm o direito de desenvolver todo o seu potencial, em todas as circunstâncias, em qualquer momento, em qualquer parte do mundo.

• o interesse superior da criança deve ser uma consideração prioritária em todas as acções e decisões que lhe digam respeito.

• a sobrevivência e desenvolvimento sublinham a importância vital da garantia de acesso a serviços básicos e à igualdade de oportunidades para que as crianças possam desenvolver-se plenamente.

• a opinião da criança que significa que a voz das crianças deve ser ouvida e tida em conta em todos os assuntos que se relacionem com os seus direitos.

A Convenção contém 54 artigos, que podem ser divididos em quatro categorias de direitos:

• os direitos à sobrevivência (ex. o direito a cuidados adequados)
• os direitos relativos ao desenvolvimento
(ex. o direito à educação)
• os direitos relativos à protecção
(ex. o direito de ser protegida contra a exploração)
• os direitos de participação
(ex. o direito de exprimir a sua própria opinião)

http://www.unicef.pt/artigo.php?mid=18101111&m=2

sexta-feira, 28 de maio de 2010

ESTARÁ A ESCOLA DISPONÍVEL PARA COLABORAR? CERTAMENTE! ESTARÁ O GOVERNO ATENTO? DUVIDO!


 "Três quartos dos conflitos mundiais, hoje em dia, têm uma componente cultural", afirmou Ban Ki-moon na cerimónia de abertura do III Fórum da Aliança de Civilizações, que acontece até amanhã no Rio de Janeiro e onde participa o Primeiro-Ministro José Sócrates.
Segundo o secretário-geral da ONU, para superar esses conflitos é necessário construir sociedades inclusivas e comunidades que vivam com respeito mútuo e confiança.
Ban Ki-moon acrescentou, ainda, que a construção dessas sociedades, assim como qualquer processo de paz, exige a participação das comunidades no processo e grandes esforços em matéria de educação.
O papel da Aliança de Civilizações é precisamente incentivar a aproximação entre culturas e religiões por meio da educação e de trabalho com os jovens, para que deixem de ser vítimas dos radicalismos e se tornem actores da inclusão.
Este texto foi retirado (com adaptações) da Imprensa brasileira e surge agora porque amanhã - 29 de Maio -  se comemora o Dia das Forças de Manutenção da Paz das Nações Unidas



quarta-feira, 26 de maio de 2010

DIA MUNDIAL DA ESCLEROSE MÚLTIPLA


Numa iniciativa da Federação Internacional da Esclerose Múltipla (MSIF), este dia vai ser comemorado em 55 países.
Em Portugal, a SPEM - Sociedade Portuguesa da Esclerose Múltipla, filiada da MSIF, assinala este dia com diversas actividades que poderá ver em:
http://www.spem.org/

ESCLEROSE MÚLTIPLA , O QUE É ?

DIA MUNDIAL DA ESCLEROSE MÚLTIPLA - REABILITAÇÃO I


Criado pela Enf. Alda Melo do Serviço de Neurologia 3 dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC)

DIA MUNDIAL DA ESCLEROSE MÚLTIPLA - REABILITAÇÃO II


Criado pela Enf. Alda Melo do Serviço de Neurologia 3 dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC),

DIA MUNDIAL DA ESCLEROSE MÚLTIPLA - REABILITAÇÃO III


Criado pela Enf. Alda Melo do Serviço de Neurologia 3 dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC)

segunda-feira, 24 de maio de 2010

HOMO SUM ET NIHIL HUMANI A ME ALIENUM PUTO

("SOU HOMEM E TUDO O QUE É HUMANO ME DIZ RESPEITO." TERÊNCIO)

terça-feira, 18 de maio de 2010

PEDAGOGIA DA INTERDEPENDÊNCIA - JOHN MCGEE


Nasceu na Holanda. Começou por estudar Filosofia, depois Psicologia e Educação. Nos anos 60, mudou-se para o nordeste brasileiro para trabalhar com crianças de rua e prostitutas, onde também aprendeu a falar português. Foi aí que percebeu que a institucionalização não era a solução para pessoas vulneráveis ou marginalizadas e que só o amor e a criação de laços poderiam fazer alguma diferença. Assim nasceu a pedagogia da interdependência. De regresso aos EUA, seguiu-se a direcção de programas para pessoas com deficiência mental no âmbito da sua actividade como professor nas universidades de Creighton e do Nebraska, até aos anos 90. Desde então, tem trabalhado com pais, educadores e líderes de organizações, um pouco por todo o mundo, no aprofundamento e difusão do gentle teaching.

Um olhar diferente sobre a pedagogia … AMOR e SEGURANÇA!


Li esta entrevista e gostei de partilhar convosco! Todos nos deparamos, no nosso dia-a-dia, com alunos com problemas emocionais e comportamentais … Qual a melhor metodologia? As respostas são inúmeras... Mas qual a mais eficaz?
 
Conversa com o pedagogo holandês (John McGee) que criou o conceito de pedagogia da interdependência num doce português do Brasil. (Revista “Pais e Filhos”, Abril de 2009.)

O que é o gentle teaching?

É uma forma de ajudar pessoas, especialmente crianças com problemas, como deficiência mental, autismo, paralisia cerebral ou crianças de rua e crianças agressivas. O objectivo é ensiná-las a sentirem-se bem e seguras junto dos professores e familiares. Muitas são amadas, mas não se sentem amadas. O essencial é dar-lhes segurança e amor.

Mas destina-se especialmente a crianças com algum tipo de problemas ou todas as crianças deveriam ser educadas seguindo o gentle teaching?

Deveria ser a atitude normal. Só que hoje em dia muitas famílias perderam este sentimento, de garantir que as suas crianças se sintam seguras e amadas. Concentram-se mais nas coisas materiais e nas actividades, mas o centro do desenvolvimento humano são os sentimentos de segurança e de amor.

E é a falta desses sentimentos que pode estar na origem de problemas de comportamento das crianças?

Sim. Como acontece com aquelas crianças ‘normais’, que não têm problema nenhum diagnosticável, mas que são muito ‘chatas’.

Se dissermos aos pais que o problema de uma criança com mau comportamento é falta de amor, eles podem ficar ofendidos.

Sim. E eu explico: os pais podem dar muito amor e a criança sentir que não é amada. Aos pais de uma criança assim, eu diria: «Eu sei que ama o seu filho. Esse não é o problema. Mas o seu filho, por alguma razão, não se sente amado». Pode existir um problema por trás: alguém estar a abusar da criança, o divórcio dos pais ou outra insegurança. Mesmo que alguém me dê todo o amor do mundo, se eu não me sentir amado, para mim esse amor não existe.

E como é que se faz uma criança sentir amada?

Temos quatro ferramentas: a nossa presença, as nossas mãos, os nossos olhos e as nossas palavras. Estar presente. Dar muitos abraços. Em vez de dizer «tens de ser melhor na escola», dizer «és tão bom». Mesmo que, na verdade, a criança possa fazer melhor na escola, não serão essas as palavras que a farão sentir bem. É preciso dar esperança. Olhar nos olhos, com amor, e dizer «gosto tanto de ti, és tão bom». E tem de se fazer isto exageradamente, até a criança se sentir verdadeiramente amada. Talvez para a maior parte das crianças do mundo é suficiente dar demonstrações de amor uma vez ou outra, dar um beijo de vez em quando, mas, para outras crianças, é preciso exagerar.

Quando as crianças têm problemas de comportamento, os pais, geralmente, preocupam-se mais em ensinar-lhes regras e disciplina…

Os pais querem muitas regras e muitas coisas funcionais. As crianças sabem jogar jogos de vídeo, mas não sabem o que é um abraço do pai. As prioridades estão erradas. Se eu compro um brinquedo de cem euros para uma criança e não lhe dou um abraço, estou a falhar com algo muito importante.

Acha que a infância está a mudar?

Acho que a ideia de criança deixou de existir. Os pais querem um pequeno adulto. Passam o tempo a exigir coisas a crianças com três e quatro anos: «tu sabes melhor», «senta-te», «pára quieto». E isso é muito triste.

O gentle teaching beneficia tanto uma criança normal como, por exemplo, uma criança autista?

Sim. Cada uma tem os seus problemas. Uma por natureza, outra pelas experiências que viveu. Não se pode dizer que o gentle teaching é bom para esta ou para aquela criança. É absolutamente necessário! Podemos ter 20 mil pessoas a amar-nos, mas se não nos sentimos amados, a vida é um pesadelo.

Como é que se transporta o gentle teaching para a escola?

Não acho que seja uma abordagem tão difícil ou inovadora que os professores precisem de formação. É senso comum. Se sou professor e tenho um aluno que é marginalizado, sei que vou ter de passar mais tempo com ele, sem criticar, sem dizer «tu sabes melhor», «estás a manipular-me» e esse tipo de coisas. Tem de se encorajar a criança e motivá-la para fazer bem. Não leva assim muito tempo, mas é preciso dar mais atenção a essa criança.

Lembro-me de, quando estava no terceiro ano da escola, uma professora me dizer «você não tem valor». Já passaram todos estes anos e eu ainda me lembro destas palavras. O contrário também acontece. Lembro-me de outro professor me dizer que eu era um rapaz bom. Não leva muito tempo a construir, nem a desconstruir, a imagem que temos de nós. Mas é preciso algum tempo.

O método de ensino dos castigos e das recompensas já está ultrapassado?

No mundo industrializado, tem-se adoptado o método dos castigos e das recompensas para modificar o comportamento de crianças. Há mais de 40 anos que vejo esse método. Acho que pode ser benéfico para algumas crianças e não para outras. O que eu sei que funciona com todas as crianças é o amor. Se uma criança tem um problema na escola e eu digo «dou-te um lápis se fizeres estas 10 coisas», ela vai acabar por falhar na mesma. E se, em seguida, eu critico, dizendo «tu sabes fazer melhor», só estou a marginalizar ainda mais essa criança. A atitude deve ser precisamente a contrária: fazer-lhe uma festa na cabeça e dizer «és muito inteligente». Incluindo se a criança não está a fazer nada bem. Elas têm de saber que, como pessoas, são boas. Não vejo qual o valor das recompensas ou dos castigos neste aspecto.

Como é que se usa o gentle teaching no dia-a-dia?

Quando iniciei o gentle teaching, usava-o como uma técnica, agora o objectivo é torná-lo uma cultura. Não posso tratar uma pessoa com amor e gritar com quem está ao lado. Isso seria uma confusão.

O termo português para gentle teaching é pedagogia da interdependência. Por que é que não traduziu à letra, que seria algo como ‘ensino suave’?

A expressão original é gentle teaching, porque foi criada nos EUA. Mas eu gosto mais do nome pedagogia da interdependência. É mais descritivo. Mas este ano devo publicar um livro em inglês com o nome de pedagogia da interdependência e espero pôr um ponto final nesta questão do nome. Embora ache que nos EUA vão dizer sempre gentle teaching, pois já é uma marca. Nos outros países vou tentar mudar.



O QUE NÃO FAZER, SEGUNDO A PEDAGOGIA DA INTERDEPENDÊNCIA

• Ter pensamentos negativos, tais como:

Ele sabe bem o que faz

Ele apenas quer atenção

Ele é manipulador

• Ter atitudes, como:

Gritar

Tomar a atitude de capataz

Agarrar

Apressar

Centrar-se no cumprimento das normas

Brincar ou ter expressões de amor ridicularizantes e inapropriadas para a idade

Usar os cuidadores como guardas

O QUE FAZER, SEGUNDO A PEDAGOGIA DA INTERDEPENDÊNCIA

• Estar presente

• Usar as mãos (o contacto físico) com suavidade e leveza

• Olhar de forma calorosa e carinhosa

• Usar as palavras com serenidade e de forma reconfortante

• Ser tranquilizador

• Mover-se devagar

• Reduzir qualquer sentido de exigência

• Encorajar e dar confiança

In «O essencial da pedagogia da interdependência»

A QUEM POSSA INTERESSAR








Programa  Aladim

P: Qual o objectivo do Programa Aladim e que entidades se podem candidatar ao seu apoio?

R: O Programa Aladim tem como objectivo oferecer soluções RDIS e uma solução de ADSL com condições mais acessíveis em termos de custos. Poderão candidatar-se a este apoio os Clientes com Necessidades Especiais, as respectivas associações, instituições particulares e públicas de apoio a deficientes (sem fins lucrativos); escolas com projectos de integração de estudantes deficientes, com aplicação exclusiva para a sua integração; escolas de ensino especial; institutos de formação profissional para deficientes; e organismos públicos para projectos de integração de pessoas com deficiência, envolvendo directamente estas pessoas.

P: Qual a validade das condições do programa Aladim?
R: A duração é ilimitada a partir de 1 de Janeiro de 1998, desde que se mantenham as condições segundo as quais este apoio foi concedido.

P: Quais os serviços abrangidos pelo Programa Aladim e em que condições posso adaptar-me a este programa?

R: O Programa Aladim é indicado apenas para linhas RDIS e também para a presente campanha ADSL.Aladim.
Os clientes que podem candidatar-se a este apoio são apenas os deficientes (auditivos, visuais, motores e cognitivos ou mentais). Se o cliente estiver nestas condições deverá apresentar como comprovativo a certidão referida anteriormente ou um cartão de sócio efectivo de uma associação de deficientes.

P: Quais as principais condições de apoio do Aladim?
 
R: Para serviços RDIS, são as seguintes:
Isenção do pagamento da instalação de acesso à RDIS;
Isenção do pagamento da Taxa de Migração da Linha de rede analógica para acesso básico RDIS;
Isenção do Pagamento da Taxa de Migração de duas ou mais linhas de rede para acesso básico RDIS;
Redução de 50% da assinatura mensal;
Venda com desconto até 50% dependente da solução RDIS definida de acordo com a necessidade específica do Cliente, podendo esta sofrer ampliações ou melhorias; ou
Preço de venda ao público, com a possibilidade de financiamento para pagamento em prestações (com isenção de juros) por um período máximo de 12 meses, não podendo as prestações ser inferiores a €24,94.

P: Se tiver uma linha de rede analógica e quiser emigrar para RDIS, pago algum valor pela migração?
 
R: Não, ao abrigo do Programa Aladim, essa migração é gratuita. No entanto, se pretende por alguma razão migrar de RDIS para uma linha analógica, essa migração já é paga.  Se tiver acesso RDIS para a internet, é possível passar esse acesso a ADSL, mas será necessário um outro equipamento específico para o acesso.

P: Quais as condições da actual campanha de ADSL?
 
R:  De acordo com esta campanha os clientes deficientes têm direito durante 12 meses a uma redução de 50 % de redução na mensalidade de ADSL, sendo a activação gratuito e o kit ADSL.

P: Posso aliar à campanha de ADSL, as condições da outra campanha da PT Comunicações, nomeadamente recebendo o kit ADSL gratuito?
 
R: Trata-se de campanhas diferentes, as quais não podem ser acumuláveis. Essa campanha a que se refere obriga-o a uma permanência com contrato ADSL por 12 meses com a mensalidade normal e tem de pagar a activação.


Mais informação em: http://www.pcd.pt/ptcom/faq.php

terça-feira, 11 de maio de 2010

quinta-feira, 6 de maio de 2010

OUÇAMOS QUEM NÃO PODE FALAR! E DIZ TANTO...


(Gratos ao Autor)

domingo, 2 de maio de 2010

OBRIGADO, TORGA! TIRASTE-NOS AS PALAVRAS DA BOCA!

Mãe:
Que desgraça na vida aconteceu,
Que ficaste insensível e gelada?
Que todo o teu perfil se endureceu
Numa linha severa e desenhada?

Como as estátuas, que são gente nossa
Cansada de palavras e ternura,
Assim tu me pareces no teu leito.
Presença cinzelada em pedra dura,
Que não tem coração dentro do peito.

Chamo aos gritos por ti — não me respondes.
Beijo-te as mãos e o rosto — sinto frio.
Ou és outra, ou me enganas, ou te escondes
Por detrás do terror deste vazio.

Mãe:
Abre os olhos ao menos, diz que sim!
Diz que me vês ainda, que me queres.
Que és a eterna mulher entre as mulheres.
Que nem a morte te afastou de mim!

Miguel Torga, in 'Diário IV'

ESTE APONTAMENTO FICA ACESSÍVEL A TODOS? NÃO. TAL COMO O MUNDO!

PODE HAVER MELHOR, MAS CONCORDO COM ESTA DEFINIÇÃO